A importância da estruturação e padronização de dados espaciais – Caso SPU

Atualizado: 4 de Dez de 2020

Introdução

Arquivos com formatos e padrões diferentes trazem prejuízo para qualquer Instituição pois além da desorganização por conta da falta de um padrão, desaceleram o trabalho e podem ocorrer redundância de informações. O Grupo Zago buscou resolver esse problema para a SPU (Secretaria do Patrimônio da União).


O Cliente

A SPU faz parte do Ministério da Economia e administra o Patrimônio Imobiliário da União, que tem papel essencial na estratégia de desenvolvimento do país na medida em que provê o insumo fundamental – espaço físico – para assentamento das ações e projetos de interesse público (Ministério da Economia, 2020).


O Desafio

A SPU possui arquivos em diferentes formatos vetoriais, com estruturas e padrões diversos que foi realizado por distintas empresas. Todos esses dados foram concluídos antes da normalização do padrão imposto pela SPU. Como não existia um padrão oficial do órgão, cada empresa contratada entregou os dados seguindo o Sistema de Referência adotado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na época de sua confecção e cada um com padrões de representação de formas diferentes. Essa prática comum gerou uma demanda para converter todos esses dados vetoriais e matriciais, para um sistema único e que pudessem ser armazenados em um Banco de Dados Geográfico integrado bem como a padronização dos elementos. O desafio do Grupo Zago foi organizar, estruturar e padronizar esses dados geoespaciais, corrigindo todos os arquivos vetoriais para que se enquadrem no padrão exigido pelo órgão.


A Solução

O Grupo Zago organizou tais arquivos, primeiro, separando-os por trecho de representação, em segundo extraindo os dados vetoriais convertendo-os para o formato Shapefile. Após a conversão, aplicou-se as correções topológicas nos erros originados do próprio arquivo vetorial e erros gerados pela junção de diversas cartas cadastrais. A próxima etapa foi estruturar e padronizar os arquivos de acordo com as ET-EDGV (Especificação Técnica para Estruturação de Dados Geoespaciais Vetoriais) do Patrimônio Imobiliário Público Federal, definida pela Portaria nº 88 de 31/05/2017, em consonância com a INDE (Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais). Por fim, os dados foram armazenados em um Banco de Dados Geográfico.


UAU Zago

O Grupo Zago criou duas maneiras diferentes para agilizar o processo de conversão e extração dos arquivos para Shapefile e para o sistema SIRGAS 2000. Um dos processos se deu pelo software FME (Feature Manipulation Engine), por meio de fluxos ETL (extração, transformação e carregamento). O outro foi através do software ArcGIS, usando a rotina no Model Builder. As conversões e extrações através desses dois processos agilizaram o trabalho dos colaboradores fazendo com que mais arquivos fossem extraídos em menos tempo, além disso, os colaboradores poderiam escolher o método que mais se adequasse para realização do serviço.

Fluxo Feature Manipulation Engine (abrir imagem em nova aba para melhor visualização)

Rotina Model Builder

Resultados

Os arquivos convertidos pelo Grupo Zago para a SPU estão padronizados e estruturados conforme a ET-EDGV do Patrimônio Imobiliário Público Federal, fazendo assim com que esses dados sigam o padrão da instituição em vez de vários padrões diversos. Hoje muitos dados já estão inseridos em Banco de Dados da SPU. O feedback dado pelo servidor da SPU de Brasília-DF, Daniel Menezes, da Coordenação Geral de Cadastrado e Informação Geoespacial: “A estruturação dos dados geoespaciais realizado pela Zago foi muito importante para a SPU pois os arquivos encontravam-se em diversos formatos e desorganizados. Esta ação subsidiou ações que buscam a conformidade dos dados geospaciais, assim como a sua publicidade.”.


Conclusão

A geração de Dados geoespaciais organizados, estruturados e padronizados pelo Grupo Zago será de suma importância para as instituições competentes, no âmbito de agilizar o processo de avaliação de imóveis, permitindo uma análise histórica da ocupação dos terrenos da União. Esses dados permitirão um cálculo mais preciso dos valores imobiliários possibilitando um aumento de Receita dos órgãos institucionais.